Quem Somos

Quem Somos

Iniciativa da Amahor, o Museu do Horto apresenta a história da comunidade do Horto Florestal e seus tradicionais moradores. A proposta deste site é viabilizar a produção e a difusão de conteúdos relacionados à memória social da população do Horto, a partir de sua própria voz e de sua ação histórica.


morador mostra foto da construção de sua casa, anos 1950



morador construindo sua casa, anos 1960



morador do Grotão, anos 1920



Solar da Imperatriz , anos 1920















Carioca Futebol Clube, 1912





O Horto Florestal é um lugar de memória da cidade do Rio de Janeiro e mesmo da história do Brasil, uma vez que a memória social local comporta fragmentos e rastros de um tempo histórico e de uma geografia urbana já inexistentes, ou quase. Laços de solidariedade comunitária e uma identidade de resistência (Manuel Castells) corajosa e eficiente dos moradores impedem a remoção da população do Horto e a destruição de sua cultura, frente às ameaças diversas que a comunidade tem sofrido historicamente. Sobre isso ver História do Horto .

A cultura do Horto Florestal é patrimônio material e imaterial * importantíssimo da cidade do Rio de Janeiro, na medida em que a região é repleta de historicidade: memórias e expressões culturais ancestrais, ruínas de Senzalas, sede da Fazenda colonial e os Aquedutos que movimentavam os recursos hídricos da cidade do Rio de Janeiro colonial, cavernas e grutas que levavam o abastecimento de água até a Gávea, Aléias imperiais... Como legado mais recente, destacam-se, ainda, as vilas operárias construídas entorno das antigas fábricas Carioca e América Fabril, um casario tombado pelo IPHAN e representativo da memória da industrialização brasileira do início do século XX.  
    
O Museu do Horto tem a missão de preservar esse rico e diverso patrimônio cultural e contribuir para a resistência de seu histórico e combativo povo, cujas raízes remontam ao início da história brasileira.

  
moradores do Morro das Margaridas, onde uma antiga construção já abrigou a sede do Engenho D´El Rey

Além de se apresentar na internet, o Museu do Horto também recebe visitantes a céu aberto e os leva no percurso histórico de um tempo e de um espaço passados, mas também presentes, os quais juntos e dialeticamente, vão construindo o futuro do bairro e de uma cidade mais justa e democrática.

Para essa concepção de Museu que nos orienta e fundamenta parte da nossa museografia, cabe salientar a importância das idéias da arquiteta e urbanista Lu Petersen sobre Museu Vivo. Lu Petersen, que fundou o Museu da Providência, no contexto do Programa Favela Bairro, o qual coordenava, propôs que "o Museu era o próprio Morro da Providência, repleto de historicidade". Na Providência o Museu passou a ser chamado de Museu a céu aberto, embora a proposição original de Lu tenha sido a de um Museu Vivo, cuja maior característica seria a interação dialética do lugar com seus habitantes e visitantes (Lu Petersen. Militância, Favela e Urbanismo . Rio de Janeiro: FGV, 2009).

Igualmente importante para nós são as diretrizes do IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), especialmente a noção de Museu de Percurso: o museu vai se formando na trajetória das ações. No caso do Museu do Horto, entendemos que ele é um Museu Vivo (que se constrói dialeticamente na interação da experiência de visitação), um Museu a Céu Aberto porque a própria comunidade do Horto, com seus moradores e seus lugares de memória configuram o acervo e, por último, somos também um Museu de Percurso, no sentido duplo de ir se construindo no caminho e de haver um percurso a ser percorrido na visitação.Os percursos do Museu do Horto são realizados por meio de caminhadas in loco e acompanhado por guias locais, mas também está representado na home page deste website. 

Para agendar visitas entre em contato pelo email: contato@museudohorto.org.br

Ver também  equipe , conselho e projetos .

* PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL

O patrimônio material protegido pelo IPHAN, com base em legislações específicas, é composto por um conjunto de bens culturais classificados segundo sua natureza nos quatro Livros do Tombo: arqueológico, paisagístico e etnográfico; histórico; belas artes; e das artes aplicadas. Eles estão divididos em bens imóveis como os núcleos urbanos, sítios arqueológicos e paisagísticos e bens individuais; e móveis como coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos.

Os bens culturais materiais tombados podem ser acessados no Arquivo Noronha Santos, do Iphan, que é o setor responsável pela abertura, guarda e acesso aos processos de tombamento, de entorno e de saída de obras de arte do país. O Arquivo também emite certidões para efeito de prova e inscreve os bens nos Livros do Tombo.

A UNESCO define Patrimônio Cultural Imaterial as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas e também os instrumentos, objetos, artefatos e lugares que lhes são associados e as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos que se reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.

O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

Fonte: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN

Apud. www.palmares.gov.br