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Localidades › Solar da Imperatriz

O Solar da Imperatriz foi construído em 1750 para sediar a Casa Grande da Fazenda imperial dos Macacos. A história da região remonta a um passado ainda mais antigo. Logo no início da colonização o governo português dividiu o território do Rio de Janeiro em Sesmarias tendo como um dos objetivos desenvolver a cultura da cana-de-açúcar. Em 1575 uma dessas sesmarias foi doada a Antônio Salema e batizada de Engenho D´El Rei. Nesse momento ainda se utilizava mão de obra indígena, a qual rapidamente foi substituída pela africana.

Em 1578 Salema retornou a Portugal e o Engenho foi desativado até 1596 quando foi arrendado por Diogo de Amorim Soares. Em 1609 ele também retornou a Portugal e somente em 1660 Rodrigo de Freitas de Mello e Castro comprou o Engenho, que foi conservado em poder de sua família por mais de 140 anos. 

Com a vinda da corte portuguesa para  o Brasil em 1808 o Engenho foi desapropriado para a construção de uma Fábrica de Pólvora. Nas cercanias do Solar se estabeleceram serventias como Ferrarias, estrebarias,  carpintarias, moradias, bem como as senzalas e sítios quilombolas nascentes ou já existentes.

Em 1875, o prédio abrigou o Asilo Agrícola do Imperial Instituto de Agricultura a fim de formar os órfãos nos ofícios acima descritos: ferreiros, carpinteiros, etc. O asilo foi desativado com a proclamação da República.

Em 1909, passou a sediar o Museu Florestal e, em 1927, um Laboratório de Botânica.

Em 1973, o nome Solar da Imperatriz foi oficialmente reconhecido, quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tombou a área para acréscimo ao Instituto Jardim Botânico.

O prédio foi restaurado e passou a integrar o campus do IJB nos anos 2000. Durante as obras de restauração se transformou a antiga senzala (no porão do Solar) em cafeteria e se apagaram importantes documentos da escravidão na região. Moradores mais tradicionais do Horto contam que havia correntes e "paus de arara" no porão que foram destruídos. Mas felizmente esse registro ainda se atesta pela memória social.  A cafeteria, por sua vez, não está em funcionamento.


Solar da Imperatriz. Vê-se a janela em arco do porão, onde era a Senzala
Fonte colonial nos jardins do Solar

Foto tirada da janela ao lado buscando a luz no fim do porão

Casario colonial onde funcionava a Feitoria do Solar. Ao lado, portal de entrada do Solar da Imperatriz, ou, como falam os moradores tradicionais do Horto: Pacheco Leão 2040



Matérias em: Sede da Antiga Fazenda

Solar da Imperatriz

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O Solar da Imperatriz foi construído em 1750 como Casa Grande do Engenho Nossa Senhora da Conceição da Lagoa. A história da região remonta a um passado ainda mais antigo.