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Localidades › Solar da Imperatriz

O IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) tem acompanhado o Museu do Horto em caminhadas para o reconhecimento de trilhas históricas. Em duas visitas, Felipe Silva do IBRAM acompanhou os coordenadores do Museu do Horto Emerson de Souza e Laura Olivieri, compartilhando decobertas de sítios históricos e memórias de saberes tradicionais dos moradores da região.

No primeiro percurso (dia 25/5/11) nos encontramos no Caxinguelê, seguimos pela estrada do Serpro que leva ao Grotão e ali nos desviamos, subindo o Rio dos Macacos em direção ao Solar da Imperatriz. No caminho nos deparamos com o Açude imperial , uma represa construída no século XIX pelos escravos da região para diversas atividades como lavagem de roupas e pastagem de animais. Seguindo a trilha, passamos pelos muros históricos da fortaleza que cerca o Solar, visitamos o antigo Campinho (lugar de memória dos moradores e hoje usado pelo IJB para compostagem) e chegamos à Casa Grande da Fazenda, bem como às vilas de casas nas cercanias do Solar (a antiga Feitoria e casas mais acima). Paramos no sopé do morro que faz fronteira com a Gávea (Parque da Cidade) com enorme desejo de continuar, mas pelo tardar da hora deixamos a continuação do percurso para alguns dias depois.    

No segundo dia de caminhada (em 30/5/11) desbravamos as trilhas morro acima e nos deparamos com monumentos e documentos de épocas remotas. Chegamos primeiramente a uma represa-ponte no leito antigo de um riacho, subimos mais e encontramos um caminho de pedra que levava ao antigo reservatório de água daquelas matas do Rio Pai José, um dos maiores afluentes do Rio dos Macacos. Esse caminho de pedra possui a estrutura arquitetônica de "pé-de-moleque" e foi identificado e reconhecido por historiadores e arquitetos como característico do século XVI.

Entre o início do caminho de pedra e o reservatóri,o paramos para registrar, em vídeo e em fotos, uma série de evidências que procurávamos: uma capoeira ao pé de um ancestral Jequitibá. Legítimo Iroco , essa árvore magnífica conserva ao seu redor vestígios de narrativas afrocentradas, nos levando à hipótese de que ali funcionava um espaço quilombola. Podemos aferir a característica de resistência pela quantidade de símbolos da tradição cultural afrodescendente. 



Matérias em: Horto Florestal

Percurso com IBRAM e PUC-Rio em 3 de junho de 2011

No sábado, dia 3 de junho de 2011, o Museu do Horto recebeu a visita de Mário Chagas, diretor do IBRAM e de estudantes da PUC-Rio. Nos encontramos no Caxinguelê, subimos o Morro das Margaridas, pegamos o caminho do Aqueduto em direção ao Hortão para seguir …

Trilhas históricas

O IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) tem acompanhado o Museu do
Horto em caminhadas para reconhecimento de trilhas históricas. Em duas
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Horto Emerson de Souza e Laura …